BRT ganha nova previsão e governo explica atrasos

Em audiência na Assembleia Legislativa, Sinfra afirma que trecho entre Cuiabá e Várzea Grande será entregue até dezembro de 2026 e detalha mudanças no projeto, compra de ônibus elétricos e cronograma das obras

O Governo de Mato Grosso apresentou, nesta segunda-feira (13), uma nova previsão para a conclusão das obras do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande. Durante audiência pública na Assembleia Legislativa (ALMT), o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Oliveira, informou que o trecho entre a Avenida do CPA e o Aeroporto Internacional Marechal Rondon deverá ser entregue até o fim de dezembro de 2026.

Na audiência, a equipe técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) detalhou as alterações no projeto das 77 estações, o cronograma de execução, a futura implantação do corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, a aquisição de ônibus elétricos e as medidas adotadas após a rescisão do contrato com a primeira empresa responsável pela obra.

Marcelo Oliveira também afirmou que a venda dos trens e o leilão dos materiais remanescentes do antigo VLT poderão render mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. O secretário defendeu a execução do novo sistema de transporte e atribuiu parte dos atrasos aos desafios provocados pelo crescimento da população, pelo aumento da frota de veículos e pelos problemas enfrentados com a empresa inicialmente contratada.

Segundo ele, a primeira construtora não cumpriu as obrigações previstas em contrato, o que levou o Estado a rescindir o acordo, aplicar penalidades e reformular o modelo de execução. Oliveira também declarou que a gestão municipal de Várzea Grande, à época, criou obstáculos que impactaram o andamento dos trabalhos.

Sobre a expansão do sistema, o secretário-adjunto de Obras da Sinfra, Isac Nascimento, informou que a licitação para o corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa ainda não foi lançada e que as obras nesse trecho devem começar apenas no próximo ano. Ele acrescentou que o processo para aquisição dos ônibus elétricos segue em tramitação interna.

O trecho entre Cuiabá e Várzea Grande terá 15 quilômetros de extensão e contará com 25 ônibus elétricos. Já o corredor da Avenida Fernando Corrêa terá cerca de sete quilômetros. Nascimento explicou que o projeto das 77 estações foi reformulado para oferecer mais segurança, durabilidade e conforto, incluindo a substituição do sistema convencional de ar-condicionado por equipamentos industriais e a instalação de vidros antivandalismo.

O secretário-adjunto também revelou que o cronograma inicial previa a abertura simultânea de sete frentes de trabalho no primeiro lote das obras, entre o Terminal de Várzea Grande e o Terminal do CPA. No entanto, a estratégia foi alterada após os primeiros impactos no trânsito gerarem reclamações da população.

De acordo com Nascimento, a abertura de todas as frentes ao mesmo tempo poderia provocar um colapso na mobilidade urbana de Cuiabá. Por isso, a execução passou a ocorrer de forma gradual e em conjunto com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), levando em consideração outras intervenções realizadas na capital, como obras da concessionária de água e esgoto.

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