Mais de 20 mil pessoas seguem desabrigadas, enquanto equipes de resgate buscam vítimas sob os escombros após os fortes tremores que devastaram o país.
O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela aumentou para 4.561, segundo relatório oficial divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, na rede social Telegram. O total de feridos permanece em 16.740, enquanto as autoridades ainda não divulgaram informações sobre o número de desaparecidos.
No balanço anterior, divulgado no domingo, haviam sido contabilizadas 4.490 vítimas fatais. Dois dias após o desastre, registrado em 24 de julho, a Organização das Nações Unidas (ONU) estimou que o número de mortos poderia chegar a 50 mil, embora outras projeções apontem um total próximo de 10 mil, conforme informou a agência France-Presse (AFP).
Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala Richter, ocorreram a cerca de 200 quilômetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
O relatório oficial também informa que mais de 20,2 mil pessoas estão desabrigadas, vivendo em abrigos improvisados. Enquanto isso, equipes de resgate da Venezuela e de outros países seguem trabalhando na retirada de corpos soterrados sob os escombros.
Segundo o governo venezuelano, os tremores causaram danos em mais de 850 edifícios, dos quais 190 desabaram completamente, ampliando a dimensão da tragédia que mobiliza autoridades e equipes de emergência.