Irã anuncia reabertura do Estreito de Ormuz após trégua no Oriente Médio

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Corredor estratégico por onde passa parte do petróleo mundial volta a operar, reduzindo tensões na economia global

A República Islâmica do Irã anunciou nesta sexta-feira (17) que o Estreito de Ormuz está novamente aberto para a navegação de navios comerciais. A decisão ocorre após o acordo de cessar-fogo no Líbano envolvendo Israel e o grupo Hezbollah.

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Por ali circula cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Na prática, ele funciona como uma “porta de saída” para grandes produtores de petróleo da região, como o próprio Irã e países vizinhos. Quando essa rota é ameaçada ou bloqueada, o transporte de petróleo fica mais caro e arriscado, o que pode elevar os preços dos combustíveis e afetar a economia global.

Segundo o governo iraniano, a navegação permanecerá liberada até o fim do prazo da trégua na guerra com os Estados Unidos, previsto para a próxima terça-feira (21). A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, que declarou que a passagem está “completamente aberta” dentro de rotas previamente coordenadas.

O acordo também previa a redução dos confrontos em outras frentes do Oriente Médio. Ainda assim, ataques de Israel contra o Líbano continuaram, o que gerou pressão do Irã para que as hostilidades fossem interrompidas antes da retomada das negociações com os EUA.

O cessar-fogo no Líbano entrou em vigor na noite de quinta-feira (16), levando milhares de pessoas a iniciarem o retorno para suas casas após semanas de conflito. Estima-se que mais de 1 milhão de libaneses tenham sido deslocados durante cerca de 45 dias de confrontos.

Já no caso do Irã, a trégua começou em 8 de abril. Mesmo assim, após o fracasso de negociações de paz realizadas no Paquistão, os Estados Unidos anunciaram um bloqueio naval contra portos iranianos — medida cuja eficácia ainda é questionada por analistas.

Apesar das restrições, navios petroleiros iranianos continuam atravessando o Estreito de Ormuz. Segundo dados de monitoramento marítimo, ao menos três embarcações deixaram o Golfo Pérsico transportando cerca de 5 milhões de barris de petróleo, indicando que o fluxo na região segue ativo mesmo em meio às tensões.

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