Medida prevê taxa adicional de 12,5% para importações do Brasil e faz parte de investigação sobre combate ao trabalho forçado
O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou a intenção de aplicar tarifas adicionais sobre produtos importados de 60 países, incluindo o Brasil. A proposta prevê uma taxa extra de 12,5% sobre mercadorias brasileiras, sob a justificativa de que os esforços para combater o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado são insuficientes e acabam restringindo o comércio norte-americano.
A iniciativa faz parte das investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974. O mecanismo permite ao governo norte-americano apurar e adotar medidas contra práticas comerciais consideradas injustas ou prejudiciais aos interesses do país. A gestão do presidente Donald Trump busca restabelecer tarifas emergenciais que haviam sido derrubadas pela Suprema Corte dos EUA em fevereiro.
Além do Brasil, dezenas de países foram incluídos na proposta. O USTR sugeriu tarifas de 10% para importações provenientes de nações como Canadá, México, União Europeia, Reino Unido, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, El Salvador, Guatemala, Malásia e Taiwan. Já o Brasil integra o grupo de 45 países que poderão ser submetidos à tarifa adicional de 12,5%.
O órgão norte-americano informou que receberá manifestações públicas sobre a proposta até o dia 6 de julho. Uma audiência pública para discutir a medida está prevista para ocorrer em 7 de julho.