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Redução de prisões por embriaguez no trânsito mesmo com aumento das operações da lei seca em Mato Grosso

Estudo mostra que de 2021 para 2024 os testes de alcoolemia aumentaram de 339% e 116% no número de operações realizadas, enquanto aos índices de prisões caíram de 9,8%  para 4,8%

Onze anos após a implementação da Operação Lei Seca em Mato Grosso, um estudo da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) apontou que o índice de prisões de motoristas por embriaguez ao volante tem caído de forma gradual, apesar do aumento nas abordagens e testes de alcoolemia.

Segundo dados do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), entre 2021 e 2024, a porcentagem de condutores presos por embriaguez ao volante caiu de 9,8% para 4,8% após o teste de alcoolemia em Cuiabá e Várzea Grande. Esse declínio ocorreu mesmo com um aumento significativo de 339% nos testes de alcoolemia e de 116% nas operações realizadas. As operações passaram de 78, em 2021, para 169, em 2024, enquanto o número de testes de alcoolemia subiu de 6.498 para 28.554.

A coordenadora do GGI, tenente-coronel PM Monalisa Furlan, interpretou os dados como uma indicação de mudança no comportamento dos motoristas, que passaram a reconhecer os riscos da combinação entre direção e álcool, além das consequências legais e financeiras de serem presos por embriaguez.

“A Operação Lei Seca visa, principalmente, a mudança de comportamento, e os dados sugerem que estamos alcançando esse objetivo. O trabalho de fiscalização é constante e acontece nas ruas a cada ano”, afirmou Monalisa. Ela destacou ainda que, após a pandemia, as operações foram intensificadas, permitindo uma análise mais detalhada dos dados. “A Lei Seca se tornou parte do cotidiano dos condutores de Cuiabá e Várzea Grande e vem ganhando credibilidade junto à população”, completou.

Monalisa ressaltou que, com a maior conscientização sobre os riscos de dirigir alcoolizado, é possível prevenir acidentes e salvar vidas.

O secretário adjunto de Integração Operacional, coronel Fernando Augustinho, atribuiu a redução das prisões ao planejamento estratégico e à integração das forças de segurança pública, além dos esforços em conscientizar a população. “Com menos prisões, há também menos infrações, o que demonstra maior conscientização. A fiscalização da Lei Seca tem um caráter educativo, buscando a mudança de comportamento no trânsito, o que é benéfico tanto para motoristas quanto para pedestres”, afirmou o coronel.

A Operação Lei Seca é realizada pelo GGI, em parceria com prefeituras municipais e com o apoio das Polícias Militar e Civil, Departamento de Trânsito, Corpo de Bombeiros, Politec, Sistema Socioeducativo, Polícia Penal e Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) em Cuiabá e pela Guarda Municipal em Várzea Grande.

Implicações Legais:

Conduzir um veículo com teor alcoólico superior a 0,34 mg/L configura crime de trânsito, com pena de detenção de 6 meses a 3 anos, multa de R$ 2.934,70, suspensão ou proibição de dirigir por um ano, além do recolhimento da CNH e retenção do veículo. Caso o teor alcoólico esteja entre 0,05 e 0,33 mg/L, o condutor é multado, tem a CNH suspensa por um ano e sofre o recolhimento do documento e retenção do veículo.

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