Sete profissionais podem pegar até 25 anos de prisão por suposta falha no atendimento ao ídolo argentino
Um novo julgamento sobre a morte do ídolo do futebol Diego Maradona terá início nesta terça-feira (14), na Argentina. Sete integrantes da equipe médica são acusados de homicídio por negligência, quase um ano após a anulação do primeiro processo.
Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, após uma parada cardíaca, enquanto se recuperava de uma cirurgia no cérebro para retirada de um coágulo sanguíneo. O caso será julgado em um tribunal de San Isidro, na região de Buenos Aires, com previsão de ouvir cerca de 100 testemunhas.
Entre os réus estão médicos, enfermeiros e profissionais de saúde que acompanhavam o ex-jogador. Todos negam qualquer irregularidade no atendimento. Uma oitava acusada, a enfermeira Dahiana Madrid, será julgada separadamente, ainda sem data definida.
O novo julgamento ocorre após a anulação do anterior, iniciada em março do ano passado, quando uma das juízas deixou o caso após ser flagrada participando de gravações para um documentário dentro do tribunal, o que violou regras judiciais.
Agora, promotores e defesa devem rever suas estratégias. No processo anterior, já foram apresentadas provas como fotos, vídeos, áudios e laudos periciais, além de depoimentos de familiares, incluindo filhos de Maradona e sua ex-esposa.
A acusação sustenta que houve falhas graves no atendimento médico, afirmando que o local onde Maradona se recuperava não oferecia as condições adequadas. Já a defesa argumenta que a morte era inevitável devido ao histórico de saúde do ex-jogador, que enfrentou por anos problemas relacionados ao uso de álcool e drogas.
As investigações começaram em 2021, quando uma junta médica apontou que a equipe agiu de forma inadequada e imprudente. Caso sejam condenados, os acusados podem cumprir penas que variam de 8 a 25 anos de prisão.

