Casos de Doença de Chagas acendem alerta em Várzea Grande

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Registros em 2025 e novos diagnósticos em 2026 reforçam necessidade de vigilância e prevenção

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) indicam aumento da atenção para a Doença de Chagas em Várzea Grande. Ao longo de 2025, o município registrou 15 casos confirmados, enquanto em 2026, até o momento, já foram identificados dois novos pacientes, evidenciando a continuidade da circulação da doença.

Entre os casos registrados no ano passado, três ocorreram em pessoas entre 40 e 49 anos, além de uma idosa de 80 anos. Já neste ano, os diagnósticos atingem diferentes faixas etárias, incluindo um paciente de 30 a 39 anos e outro entre 60 e 69 anos.

A doença, transmitida principalmente pelo inseto conhecido como barbeiro, pode apresentar sintomas leves ou até inexistentes na fase inicial, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em estágios mais avançados, pode causar complicações graves, especialmente no coração e no sistema digestivo.

Moradora do bairro Colinas Verdejantes, uma idosa de 79 anos, que preferiu não se identificar, convive com a doença e realiza acompanhamento pela rede pública. Segundo relato, o diagnóstico só foi confirmado após exames médicos, sem que fosse possível identificar o momento da infecção.

O tratamento é ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde e varia conforme a fase da doença. Quando identificada precocemente, há possibilidade de cura. Nos casos crônicos, o acompanhamento contínuo busca controlar sintomas e evitar complicações.

A médica Juliana Navarro destaca que o diagnóstico precoce é essencial para melhores resultados no tratamento e qualidade de vida dos pacientes.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a prevenção segue como principal estratégia de combate. Entre as orientações estão evitar alimentos de procedência duvidosa, manter a higiene no preparo e armazenamento de alimentos, vedar frestas em residências e manter quintais limpos, além de acionar a Vigilância Sanitária ao identificar o inseto transmissor.

Autoridades de saúde alertam que a conscientização da população e a vigilância contínua são fundamentais para conter o avanço da doença no município.

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