Batata, tomate e banana puxaram a alta dos alimentos na segunda semana de setembro, segundo pesquisa do IPF-MT.
O preço da cesta básica voltou a subir em Cuiabá na segunda semana de setembro. O conjunto de produtos registrou alta de 3,45% na comparação semanal e chegou ao custo médio de R$ 889,00, aumento de R$ 29,66 em relação à semana anterior.
Com o novo avanço, a cesta acumula alta de 4,88% no período. Frutas, legumes e verduras continuam entre os principais responsáveis pela pressão sobre os preços.
No comparativo anual, o valor atual está 13,29% acima dos R$ 784,74 registrados no mesmo período do ano passado.
Segundo o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o resultado reforça como as condições climáticas podem alterar rapidamente a oferta e pressionar os preços, principalmente de produtos perecíveis e dependentes de colheitas regulares.
A batata foi um dos principais destaques da alta. O produto teve aumento de 36,25% na semana e alcançou o custo médio de R$ 7,56 por quilo.
De acordo com o instituto, a mudança no ritmo das colheitas, provocada pelo clima chuvoso, resultou em uma oferta mais restrita. O movimento pode justificar a elevação do preço pago pelo consumidor.
Com a alta semanal, a batata ficou 116,85% mais cara do que no mesmo período de 2025.
O tomate também apresentou forte aumento. O preço médio chegou a R$ 11,07 por quilo, após alta de 22,83% na semana. Em relação ao mesmo período do ano passado, o produto está 102,17% mais caro.
Conforme análise do IPF-MT, o clima chuvoso nas regiões produtoras dificultou a colheita e provocou danos aos frutos. Além disso, algumas lavouras já encerraram a safra, o que pode ter reduzido a oferta disponível e contribuído para a elevação dos preços.
A banana também registrou aumento relacionado às condições climáticas. O preço médio chegou a R$ 9,05 por quilo, alta de 13,04% na variação semanal.
O calor intenso e a baixa umidade nas plantações afetaram a qualidade da fruta, que muitas vezes não resiste ao processo logístico. Com a oferta reduzida, houve pressão sobre os preços ao consumidor.
Ao comentar o resultado da pesquisa, o presidente da Fecomércio-MT, José Sebastião dos Reis Gonçalves (Tião da Zaeli), destacou os impactos das fortes variações semanais e anuais registradas em determinados alimentos sobre o orçamento das famílias.
“O avanço do preço da cesta, tanto na variação semanal quanto anual, representa uma perda adicional de espaço no orçamento destinado à alimentação, reduzindo a margem das famílias para outros gastos de consumo”, disse o presidente.