Cheias deixam mais de mil mortos no Nepal e na China

Nepal concentra 987 mortes e quase 4 mil desaparecidos; equipes de resgate usam helicópteros para alcançar áreas isoladas.

Mais de 1 mil pessoas morreram nas cheias que atingiram o Nepal e a China, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (1º) pelas autoridades. As equipes de emergência continuam as buscas por milhares de desaparecidos e tentam chegar a comunidades isoladas pelas inundações e pelos deslizamentos de terra.

A Agência Nepalesa de Gestão de Catástrofes informou que 987 pessoas morreram no país e 3.916 continuam desaparecidas, entre elas 583 estrangeiros. Pelo menos 11.814 pessoas já foram resgatadas.

Na China, as autoridades haviam contabilizado 16 mortos na atualização mais recente, divulgada no domingo (30). Com os números dos dois países, o total chega a pelo menos 1.003 vítimas.

Entre os desaparecidos no Nepal estão três cidadãos portugueses, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal. No lado chinês, um português também está entre os desaparecidos no Tibete. Ele aparece em uma lista divulgada anteriormente pelas autoridades chinesas, que reunia 261 cidadãos de 23 países.

Resgate em áreas isoladas

As operações de resgate enfrentam dificuldades devido à destruição de estradas e pontes. Para alcançar comunidades isoladas, as equipes de emergência têm utilizado helicópteros e outras aeronaves.

As autoridades continuam procurando milhares de pessoas desaparecidas e prestando assistência aos sobreviventes em regiões onde as vias de transporte foram danificadas ou ficaram intransitáveis.

Uma das prioridades é localizar pelo menos 900 trabalhadores desaparecidos em 12 projetos hidroelétricos atingidos pelas enxurradas. Cerca de 500 deles estariam presos dentro de túneis.

Desastre começou nos Himalaias

A catástrofe ocorreu em 26 de agosto e teve origem em uma sucessão de fenômenos registrados nas regiões de elevada altitude dos Himalaias.

O colapso de uma geleira lançou grandes quantidades de rocha, gelo e água para os vales, provocando violentas cheias.

Cientistas que analisaram imagens de satélite indicaram que o fenômeno parece ter envolvido o deslizamento de uma massa de rocha próxima a uma geleira na região dos Himalaias.

A queda de rochas teve força suficiente para ser registrada como um evento sísmico de magnitude 5,2.

A torrente de água e detritos atingiu rios que atravessam vales no Tibete e no Nepal, provocando uma rápida elevação do nível das águas.

As cheias arrastaram casas, edifícios, estradas e pontes, além de transportar lama e rochas para as regiões localizadas rio abaixo.

Enquanto as equipes trabalham para alcançar as áreas mais afetadas, as autoridades mantêm as buscas por milhares de desaparecidos e concentram esforços no atendimento às pessoas que sobreviveram ao desastre.

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