Programa Rota do Café leva tecnologia e capacitação a produtores de Colniza

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Expedição apresenta resultados de pesquisas e orienta cafeicultores para aumentar produtividade e qualidade do café em Mato Grosso

A Expedição Rota do Café iniciou, nesta quarta-feira (11), um circuito de palestras técnicas voltadas aos produtores de Colniza, município considerado a capital do café em Mato Grosso. A iniciativa é coordenada pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf-MT).

O programa apresenta aos cafeicultores os resultados de pesquisas iniciadas em 2021 e concluídas em 2025, que passam a orientar as recomendações técnicas para a cultura. Os estudos abordam práticas de manejo das lavouras, aumento da produtividade e melhorias na qualidade do café produzido na região Norte do estado.

Atualmente, Colniza possui cerca de 11 mil hectares destinados ao cultivo de café e produção estimada em 25 mil toneladas por ano, consolidando o município como uma das principais regiões produtoras do grão em Mato Grosso.

De acordo com a pesquisadora da Empaer, Danielle Müller, os estudos realizados ao longo de três safras permitiram identificar materiais genéticos e práticas de manejo mais adaptadas às condições da região.

“A partir desses resultados, conseguimos orientar de forma mais segura a implantação e o manejo das lavouras”, explicou.

O técnico Wininton Mendes destacou que a proposta do programa é levar o conhecimento diretamente aos produtores, aproximando a pesquisa da realidade do campo.

“Quando a pesquisa chega ao campo, ela se transforma em produtividade e renda para as famílias. Esse é o objetivo do nosso trabalho”, afirmou.

O projeto Rota do Café também conta com parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), fortalecendo a integração entre pesquisa, inovação e assistência técnica no setor.

Segundo a pesquisadora Dalilhia Santos, a troca de conhecimento entre técnicos e produtores é um dos principais resultados da expedição.

“A partir da pesquisa queremos garantir que o produtor tenha acesso aos resultados e consiga aplicá-los na prática, com ganhos na produtividade e aumento da renda”, ressaltou.

Entre os produtores beneficiados está Clarinda Moreira Machado, do Sítio Nova Esperança, que começou a cultivar café há dois anos após trabalhar por longo período apenas com a pecuária.

“Nós estamos felizes com a nossa lavoura e agradecemos à Empaer e à Seaf pelo apoio. Nossa área é de 43 hectares e cultivamos café em cerca de dois hectares. Este ano será a nossa primeira colheita”, relatou.

As pesquisas realizadas ao longo de quatro safras permitiram identificar 15 clones de café com melhor desempenho produtivo para as condições da região. Entre esses materiais, quatro também se destacaram pela qualidade da bebida, o que amplia as possibilidades de agregação de valor ao produto.

De acordo com a Seaf-MT, as pesquisas contam com apoio do Governo de Mato Grosso, que entre 2019 e 2025 investiu cerca de R$ 10 milhões em ações de fomento em Colniza, incluindo máquinas beneficiadoras de café, secadores rotativos, equipamentos e assistência técnica aos produtores.

A programação da Expedição Rota do Café segue para outros municípios da região nas próximas semanas, levando capacitação e orientação técnica aos cafeicultores de Mato Grosso.

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