Levantamento mostra queda no ritmo de crescimento populacional, aumento de idosos e mudanças no perfil das famílias
O Brasil está passando por uma transformação importante no perfil da sua população. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2025, divulgada pelo IBGE, revelam que o país está envelhecendo e crescendo em ritmo cada vez menor.
Em 2025, a população brasileira chegou a 212,7 milhões de pessoas, com aumento de apenas 0,39% em relação ao ano anterior. Esse crescimento é considerado baixo e vem desacelerando nos últimos anos, ficando abaixo de 0,60% desde 2021. Do total de habitantes, 51,2% são mulheres e 48,8% são homens.
A pesquisa mostra que há cada vez menos jovens no país e mais pessoas acima dos 40 anos. Em comparação com 2012, a população com até 39 anos diminuiu, enquanto aumentaram os grupos de 40 a 49 anos, 50 a 59 anos e, principalmente, os idosos com 60 anos ou mais — que passaram de 11,3% para 16,6% da população.

Essa mudança aparece na chamada “pirâmide etária”, que representa a distribuição por idade: a base (jovens) está encolhendo e o topo (idosos) aumentando. Isso indica que as famílias estão tendo menos filhos e que as pessoas estão vivendo mais.
As diferenças entre regiões continuam. Norte e Nordeste ainda concentram mais jovens, enquanto Sudeste e Sul têm maior proporção de idosos. A pesquisa também aponta mudanças na forma como os brasileiros se identificam em relação à cor ou raça: diminuiu o número de pessoas que se declaram brancas e aumentou o de pessoas que se declaram pretas.
Outro dado importante é o crescimento do número de pessoas que vivem sozinhas. Em 2025, quase 20% dos domicílios são formados por apenas um morador — um aumento significativo em relação a 2012. Já o modelo familiar mais tradicional, com pais e filhos, ainda é o mais comum, mas perdeu espaço.

A pesquisa também revela mudanças no tipo de moradia. O número de imóveis alugados aumentou, enquanto caiu a proporção de casas próprias quitadas. As casas ainda são maioria, mas os apartamentos estão ganhando espaço.
Na área de infraestrutura, houve avanços, como maior acesso à água encanada, energia elétrica e coleta de lixo. No entanto, ainda existem desigualdades, principalmente nas regiões Norte e Nordeste e nas áreas rurais, onde o acesso a serviços básicos é mais limitado.
O levantamento mostra ainda que mais famílias têm acesso a bens como geladeira e máquina de lavar, além de crescimento na presença de carros e motocicletas nas residências.
De forma geral, os dados ajudam a entender como o Brasil está mudando — com uma população mais velha, famílias menores e novos desafios para áreas como saúde, economia e políticas públicas.

