Apesar de leve queda no total de endividados, aumento da incapacidade de pagamento acende alerta
A capital Cuiabá registrou, em março, uma leve redução no percentual de famílias com dívidas a vencer, passando de 86,1% em fevereiro para 85,9%, indicando estabilidade no nível geral de endividamento.
Apesar disso, o cenário preocupa. O número de famílias com contas em atraso permaneceu estável em 16,1%, enquanto aumentou a parcela daqueles que afirmam não ter condições de quitar suas dívidas, subindo de 4,5% para 4,9%. O dado sinaliza um agravamento na situação financeira de parte da população.
O levantamento também mostra que o endividamento tem se tornado mais prolongado: 36,3% das famílias permanecem com dívidas há mais de um ano. Entre os inadimplentes, 37% estão com atrasos superiores a 90 dias, o que evidencia dificuldades crescentes para regularizar pendências.
O cartão de crédito continua sendo o principal responsável pelo endividamento, presente em 88,1% dos casos. Em seguida aparecem os carnês (25,7%), financiamentos de veículos (7,3%) e crédito pessoal (5,4%), revelando uma concentração em modalidades de curto e médio prazo.
Esse cenário indica que, embora o consumo ainda se mantenha em parte sustentado pelo crédito, o aumento da inadimplência e da incapacidade de pagamento pode limitar o acesso a novos financiamentos e impactar o orçamento das famílias nos próximos meses.

