Bebidas tinham até 35% de substância tóxica e Secretaria de Saúde reforça alerta e monitoramento durante o Carnaval
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES) reforçou o alerta à população após a identificação de 11 lotes de whisky contaminados com metanol em bebidas apreendidas no Estado. A substância, altamente tóxica, foi confirmada em análises realizadas pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que encontrou concentrações de até 35% de metanol em alguns produtos.
Os lotes identificados são: LKVV6434, LKVV0636, LKVV2865, LKVV4792, LKVV7186, LKVV3017, LKVV4083, LKVV5373, LKVW0158, LKVW0027 e LKVW1413. A descoberta ocorreu durante ações de fiscalização e apreensão realizadas no estado, como parte do monitoramento de bebidas suspeitas de adulteração.
Entre novembro e dezembro de 2025, Mato Grosso registrou seis casos confirmados de intoxicação por metanol, com quatro mortes associadas ao consumo dessas bebidas adulteradas. Apesar disso, não há novos casos confirmados há mais de 30 dias, segundo a SES, que mantém vigilância ativa, especialmente durante o período de Carnaval, quando o consumo de bebidas alcoólicas aumenta.
O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde orienta que a população adquira bebidas apenas em estabelecimentos regularizados e evite produtos sem rótulo, de procedência desconhecida ou com preços muito abaixo do valor de mercado. A recomendação também é verificar o lote, a data de fabricação e a identificação do fabricante antes do consumo.
Em caso de sintomas como visão turva, tontura, dor abdominal intensa ou confusão mental após ingerir bebidas alcoólicas, a orientação é procurar imediatamente atendimento médico. A SES informou ainda que os antídotos necessários estão distribuídos nas unidades de saúde para garantir atendimento rápido em casos suspeitos.
O monitoramento envolve atuação integrada entre o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, o Laboratório Central de Saúde Pública, vigilâncias municipais e o Centro de Informação e Assistência Toxicológica, além do apoio da Vigilância Sanitária, da Delegacia do Consumidor e do Ministério da Agricultura.

