Espaço retoma atividades com investimento de R$ 5 milhões e nova gestão compartilhada por cinco anos
O Museu de História Natural de Mato Grosso reabre ao público nesta terça-feira (20), em Cuiabá, com entrada gratuita durante todo o mês de janeiro. O espaço passa a operar sob um novo termo de colaboração firmado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), com investimento de R$ 5 milhões e vigência de cinco anos para a gestão compartilhada.
Instalado na histórica Casa Dom Aquino, imóvel tombado como patrimônio histórico, o museu fica na Avenida Manoel José de Arruda (Beira Rio). As visitas podem ser feitas de terça-feira a domingo, das 8h às 18h.
Na área externa, o público encontra a réplica em tamanho real do dinossauro Pycnonemosaurus nevesi. Já no interior da casa colonial, com fachada voltada para o rio Cuiabá, estão exposições com acervos arqueológicos, etnológicos e paleontológicos que retratam a diversidade natural e cultural do Estado.

Entre os destaques, estão fósseis organizados cronologicamente que representam a evolução biológica das eras geológicas, incluindo registros do tatu-gigante, da preguiça-gigante, de dinossauros e de animais marinhos do período em que a região da Chapada dos Guimarães esteve submersa pelo mar. Peças arqueológicas também contam a história da humanidade, desde a Pré-história até os dias atuais, com louças, cerâmicas neo-brasileiras, moedas e objetos encontrados em antigos engenhos de Mato Grosso.
O museu abriga ainda as Máscaras Sagradas do povo indígena Waurá, utilizadas em rituais dedicados aos espíritos Apapaatai, seres mitológicos presentes no cotidiano da etnia.
Após período fechado para conclusão do processo de seleção da Organização da Sociedade Civil, o espaço retoma as atividades sob gestão compartilhada do Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (Ecoss). “É uma alegria retomar as visitações nesse importante espaço da história, da ancestralidade e da diversidade de Mato Grosso. Mais que um local de exposição, o museu cumpre papel essencial na pesquisa e preservação das nossas riquezas naturais e culturais”, destacou o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura.


