Pelas redes sociais, embaixada disse que monitora “aliados de Moraes”
O Ministério das Relações Exteriores convocou o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, para dar explicações sobre as recentes ameaças do governo Donald Trump a aliados do ministro Alexandre de Moraes no Judiciário.
O encontro foi conduzido pelo secretário interino da Europa e América do Norte do Itamaraty, embaixador Flavio Celio Goldman, que manifestou indignação com o tom e o conteúdo das postagens feitas pelo Departamento de Estado norte-americano e pela embaixada nas redes sociais.
Para o governo brasileiro, as declarações configuram ingerência em assuntos internos e representam ameaças inaceitáveis a autoridades nacionais. Nos últimos dias, o Departamento de Estado tem usado suas plataformas para criticar decisões do Supremo Tribunal Federal envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.
Na terça-feira (7), a embaixada traduziu e publicou declaração do secretário de diplomacia pública Darren Beattie, alertando “aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas” a não apoiarem suas ações. O comunicado acusou o ministro de censura e perseguição política.
No fim de julho, os Estados Unidos aplicaram sanções econômicas contra Moraes com base na Lei Magnitsky, como retaliação ao julgamento da tentativa de golpe de Estado no Brasil após as eleições de 2022. A investigação conduzida pela Procuradoria-Geral da República aponta que Bolsonaro teria pressionado militares para anular o resultado do pleito, o que ele nega.
O ex-presidente também é investigado por suposta articulação, junto com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para influenciar autoridades dos EUA a impor sanções ao Brasil, incluindo tarifas, em razão dos processos que enfrenta na Justiça brasileira.
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