Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil começa a valer e já impacta contracheques em fevereiro

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Nova tabela do Imposto de Renda beneficia 16 milhões de trabalhadores e reduz descontos para rendas de até R$ 7.350

Os efeitos da nova tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para 2026 começam a ser sentidos nesta semana pelos trabalhadores assalariados. Quem recebe até R$ 5 mil brutos por mês passou a ficar totalmente isento do tributo, enquanto contribuintes com renda entre R$ 5.001 e R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte.

As mudanças valem para salários pagos a partir de janeiro, com reflexo direto nos contracheques de fevereiro. Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 16 milhões de pessoas serão beneficiadas pela medida.

Pela nova regra, ficam totalmente isentos do IRPF trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil. A isenção também se aplica ao décimo terceiro salário. Já os rendimentos acima de R$ 7.350 seguem a tabela progressiva atual, com alíquotas que chegam a 27,5%.

Apesar dos benefícios, muitos trabalhadores ainda desconhecem a nova tabela. A atendente de farmácia Renata Correa, que recebe R$ 1.620, se surpreendeu ao saber que não terá mais desconto de IR. “Vou guardar esse dinheiro para o fim do ano ou para uma emergência”, afirma. Ela pretende alertar os colegas para que acompanhem os contracheques.

Segundo o integrante do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Adriano Marrocos, os descontos e isenções serão aplicados automaticamente na folha de pagamento. “Quem é empregado não precisa se preocupar. O sistema já faz o cálculo com o redutor adicional e o desconto simplificado”, explica.

Na última sexta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em redes sociais, que a isenção já está em vigor. “Quem ganha até R$ 5 mil agora tem Imposto de Renda zero. É mais dinheiro para cuidar da família e viver melhor”, declarou.

Para compensar a renúncia fiscal estimada em R$ 25,4 bilhões, o governo criou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), que atinge contribuintes de alta renda. A nova cobrança alcança cerca de 141 mil pessoas, com alíquotas progressivas de até 10% para rendas acima de R$ 50 mil mensais e tributação mínima efetiva de 10% para quem recebe mais de R$ 1,2 milhão por ano.

De acordo com o Ministério da Fazenda, as mudanças só terão reflexo na declaração do Imposto de Renda de 2027, referente aos rendimentos de 2026. Para a declaração deste ano, nada muda. Especialistas recomendam atenção aos informes de rendimentos e à conferência da declaração pré-preenchida da Receita Federal para evitar erros.

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