Governo propõe comprar Santa Casa por R$ 25 milhões e manter serviços essenciais

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Plano prevê oncologia, nefrologia, cuidados paliativos, home care e criação de Central de Diagnósticos

O Governo de Mato Grosso anunciou, nesta quarta-feira (11), que apresentou proposta de R$ 25 milhões para adquirir definitivamente o prédio da Santa Casa de Cuiabá e garantir a continuidade do Hospital Estadual Santa Casa. O imóvel está sob custódia do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-MT), devido a dívidas trabalhistas da antiga gestão.

Segundo o governador Mauro Mendes, a decisão tem caráter técnico e busca assegurar a manutenção de serviços que não poderiam ser integralmente absorvidos por outras unidades, como o Hospital Central. “Tomamos a decisão de comprar a Santa Casa para não deixar a população desassistida. Foi uma medida técnica e necessária”, afirmou.

Desde 2019, o imóvel está sob requisição administrativa do Estado, que reabriu e modernizou a unidade após o fechamento do hospital filantrópico pela antiga gestão municipal. Somando o valor proposto agora aos recursos já investidos desde então, o total aplicado chega a cerca de R$ 60 milhões.

Novo perfil assistencial

O plano operativo da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) prevê a manutenção e ampliação dos serviços de oncologia e nefrologia, além da implantação de uma Central de Diagnósticos, unidade de Cuidados Paliativos, serviço de Longa Permanência e home care integrado.

Cerca de 70% dos atendimentos atuais serão transferidos para outras unidades estaduais, mas especialidades estratégicas permanecerão na Santa Casa. O projeto está estruturado em seis eixos: home care e desospitalização; cuidados paliativos; central de diagnóstico; ampliação da oncologia e nefrologia; hospital dia com cirurgias gerais e ambulatórios especializados; e Serviço de Verificação de Óbito (SVO).

A estrutura contará com 196 leitos, sendo 70 para home care, 40 de cuidados paliativos, 30 de UTI, 20 de Unidade de Cuidados Intermediários e 36 leitos cirúrgicos.

O cronograma prevê, entre maio e julho de 2026, a manutenção da nefrologia, oncologia, ambulatórios e cirurgias. De agosto a novembro, devem ser implantados o hospital dia e a ampliação dos cuidados paliativos. Já entre dezembro deste ano e março de 2027, está prevista a implementação da Central de Diagnósticos, do SVO e do serviço de home care.

A proposta será analisada pelo TRT, que também consultará o Governo Federal sobre eventual interesse no imóvel. Caso não haja manifestação, o Estado terá prioridade na aquisição.

Para o promotor de Justiça Milton Mattos, a medida representa uma solução técnica e econômica. “Esse novo perfil vai resolver problemas que acompanhamos há anos, como a demanda por home care. É uma solução inteligente”, avaliou.

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