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domingo, 8 fevereiro 2026
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Ciclo de palestras levará especialistas a municípios de MT para discutir violência contra mulher

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Para isso foram convidadas palestrantes de renome e envolvidas com a causa. Entre elas, a desembargadora Maria Erotides, que é vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT).

“O que tem gerado o aumento da violência contra a mulher?” Este é o tema do ciclo de palestras que começa dia 24 de janeiro em Rondonópolis. O evento, em formato híbrido, será realizado na Câmara Municipal das 13 às 17h. O projeto chegará também a mais três municípios do Estado, entre eles, Vila Bela da Santíssima Trindade e Cáceres.

Para se inscrever basta procurar a Secretaria de Assistência Social do município.

Idealizado e com a coordenação executiva da professora Jacy Proença, é realizado pela Central das Pequenas Organizações do Estado de Mato Grosso (CORDEMATO), o ciclo é uma forma de incentivar o debate e a conscientização de gestores públicos e da sociedade civil organizada sobre a questão da violência contra a mulher; promover interlocução e diálogo, além de sensibilizar mulheres e homens acerca de uma convivência respeitosa e levantar as possíveis causas do que tem gerado o aumento de casos de violência contra a mulher no Estado.

Para isso foram convidadas palestrantes de renome e envolvidas com a causa. Entre elas, a desembargadora Maria Erotides, que é vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Tj-MT); a defensora pública Rosana Leite, uma das maiores especialistas em feminicídio de Mato Grosso; a tenente corornel Emirella Martins, coordenadora estadual do Programa de Policiamento Patrulha Maria da Penha da PMMT; a mentora de Mulheres Empreendedoras e Especialista em Comportamento Humano, Kátia Arruda; a juíza Amini Haddad, que leciona na Faculdade de Direito da UFMT e é assessora da ministra Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal (STF); e a delegada da Mulher em Cuiabá, Jozirlethe Criveletto.

O projeto conta ainda com a parceria da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (SETASC), e o apoio institucional da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio de emenda impositiva do deputado estadual, Wilson Santos.

Situação em números

Este ano a Lei Maria da Penha 11.340/2006 completa 17 anos. Porém, Mato Grosso tem a maior taxa de feminicídio, entre os Estados brasileiros, com 3,6 casos por 100 mil habitantes. E de todos os homicídios de mulheres registrados no estado de Mato Grosso, 59,6% são classificados como feminicídio. Três a cada quatro vítimas de feminicídio tinham entre 19 e 44 anos. A maioria (61,8%) era negra. E sabendo que, em geral, o agressor trata-se de uma pessoa conhecida: 81,5% dos assassinos eram companheiros ou ex-companheiros, enquanto 8,3% das mulheres foram mortas por outros parentes. Assim, entendemos que violência está generalizada, atingindo em maior grau as mulheres, e em qualquer dos espaços. Em maior índice vem ocorrendo a violência doméstica, que atinge mulheres das diversas camadas sociais, principalmente as mulheres pobres e pretas.

Enquanto nos municípios selecionados para o projeto, os registros de violência se apresentam da seguinte forma: Sorriso é o que apresenta a maior taxa de assassinatos de mulheres – 24,7%, sendo a segunda maior do país -, comparativamente a capital Cuiabá marcou 8,5%. Os municípios de Cáceres e Vila Bela, por sua vez, localizadas em região fronteiriça apresentam a violência física (54,5%) com maiores índices, seguida da violência caracterizada como estupro de vulnerável (13,9%). E em Rondonópolis, cidade polo da região sul do estado que já vem empregando tecnologia no combate a violência, os índices permanecem elevados.

Além das palestras, nos eventos serão distribuídos formulários. O objetivo é, através deles, reunir dados socioeconômicos e anexá-los à pesquisa que está sendo realizada sobre o assunto em Mato Grosso.

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