Alta generalizada nos preços atinge Mato Grosso, com impacto de alimentos como feijão, carne e tomate
O custo da cesta básica registrou aumento em março em todas as capitais brasileiras, incluindo Cuiabá, que aparece entre as cidades com os maiores valores do país. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab.
Na capital mato-grossense, o valor médio da cesta chegou a R$ 838,40, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 883,94) e Rio de Janeiro (R$ 867,97), e à frente de Florianópolis (R$ 824,35). O resultado reforça o peso do custo de vida para a população local, especialmente em itens essenciais.
Em âmbito nacional, o aumento foi generalizado, com destaque para capitais como Manaus, Salvador e Recife, que registraram as maiores altas percentuais no mês. No acumulado de 2026, todas as capitais também apresentaram elevação nos preços, refletindo um cenário de pressão inflacionária nos alimentos básicos.
Entre os principais responsáveis pela alta está o feijão, que teve aumento em todas as cidades analisadas, impulsionado pela redução da oferta e dificuldades na colheita. Outros produtos que pressionaram os preços foram o tomate, a carne bovina de primeira e o leite integral.
O levantamento também aponta que, diante do custo da cesta mais cara do país, o salário-mínimo ideal para suprir despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 7.425,99 — valor equivalente a mais de quatro vezes o mínimo atual, fixado em R$ 1.621.
O cenário reforça os desafios enfrentados por famílias em Mato Grosso e em todo o país, diante da alta no custo dos alimentos essenciais e da necessidade de maior poder de compra para garantir condições básicas de subsistência.

