Manifestação em São Paulo cobra fim da escala 6×1 e ações contra feminicídio

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Ato reúne trabalhadores e movimentos sociais em defesa de direitos trabalhistas e proteção às mulheres

Centrais sindicais e movimentos sociais realizaram, nesta sexta-feira (1º), um ato na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, defendendo o fim da escala 6×1 no Congresso Nacional e medidas mais eficazes de combate ao feminicídio no Brasil. Durante a manifestação, participantes criticaram a atuação de parlamentares por meio de cartazes e camisetas.

O professor da rede pública Marco Antônio Ferreira destacou que um dos principais desafios atuais é conscientizar as novas gerações sobre a importância dos direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), diante do crescimento da chamada “pejotização”, modelo em que trabalhadores são contratados como Pessoa Jurídica (PJ).

Segundo ele, esse tipo de vínculo pode resultar na perda de direitos como férias remuneradas, 13º salário e segurança de renda em casos de doença. A modalidade é comum entre microempreendedores individuais (MEIs) e tem avançado no mercado de trabalho.

O debate também ganha força com o crescimento do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que defende melhores condições de jornada. Em paralelo, setores empresariais se posicionam contra mudanças como a redução da carga horária. O governo federal, por sua vez, encaminhou ao Congresso um projeto de lei em regime de urgência propondo jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial.

Durante o ato, manifestantes também ressaltaram que jornadas extensas dificultam a participação dos trabalhadores em mobilizações sociais e na luta por direitos, além de impactarem diretamente a qualidade de vida.

Levantamentos citados por entidades sindicais apontam que muitos trabalhadores ainda valorizam o regime CLT. Pesquisa sobre o trabalho no Brasil indica que grande parte dos profissionais sem carteira assinada já teve vínculo formal anteriormente e manifestaria interesse em retornar. Outro estudo revela que pessoas fora do mercado também preferem empregos com registro formal.

Além das pautas trabalhistas, a manifestação trouxe à tona a preocupação com o aumento da violência de gênero no país. A pedagoga Silvana Santana destacou a necessidade de políticas mais amplas e eficazes, especialmente voltadas à proteção de mulheres negras, e defendeu avanços estruturais para enfrentar desigualdades históricas e garantir direitos.

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