Astronautas da Artemis 2 retornam à Terra após missão histórica à Lua

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Cápsula Orion deve pousar no Pacífico após reentrada crítica e testes de segurança da NASA

Os quatro astronautas da missão Artemis 2 retornam à Terra nesta sexta-feira a bordo da espaçonave Orion, marcando o fim da primeira viagem tripulada à Lua em mais de meio século. O pouso está previsto para ocorrer no Oceano Pacífico, ao sul da Califórnia, por volta das 21h (horário de Brasília).

A fase final da missão da NASA inclui a separação da cápsula de seu módulo de serviço, seguida por uma reentrada na atmosfera terrestre em alta velocidade, que provoca temperaturas externas de até 2.760 °C. Durante o processo, há um apagão de comunicação de cerca de seis minutos antes da abertura dos paraquedas e da amerissagem.

A bordo estão os astronautas norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen. O grupo decolou em 1º de abril de Cabo Canaveral a bordo do foguete Space Launch System, realizando uma trajetória ao redor do lado oculto da Lua — a mais distante já percorrida por humanos no espaço.

A missão marca o retorno de voos tripulados às proximidades da Lua desde o programa Apollo, das décadas de 1960 e 1970. Também entrou para a história ao incluir o primeiro astronauta negro, a primeira mulher e o primeiro não norte-americano em uma missão lunar.

Considerada um passo essencial após o teste não tripulado da Artemis 1 em 2022, a Artemis 2 serve como preparação para futuras missões que pretendem levar astronautas novamente à superfície lunar, algo que não ocorre desde a Apollo 17, em 1972.

O retorno também representa um teste crucial para o escudo térmico da Orion, após desgastes observados na missão anterior. Para reduzir riscos, a NASA ajustou a trajetória de reentrada, mantendo o desafio de suportar velocidades superiores a 40 mil km/h.

Após a amerissagem, equipes de resgate devem levar cerca de uma hora para recuperar a cápsula e retirar os astronautas com segurança, encerrando uma missão vista como fundamental para os planos de exploração humana da Lua e, futuramente, de Marte.

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