TCE-MT quer atuação mais próxima dos municípios e foco no combate às desigualdades regionais

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Plano de Trabalho 2026/2027 prevê inspeções in loco, modernização de sistemas e fortalecimento das políticas públicas

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, defendeu uma atuação ainda mais direta e próxima dos municípios como prioridade para sua gestão no próximo biênio. A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (26), durante a exposição do Plano de Trabalho 2026/2027, e recebeu apoio dos conselheiros, corpo técnico e do Ministério Público de Contas (MPC).

Sérgio Ricardo destacou a necessidade de maior presença das equipes nos municípios, reforçando que auditores e servidores devem conhecer de perto a realidade e os desafios enfrentados pela população.
“Quero ver o Tribunal fazendo mais do que fez este ano. Vamos fazer a nossa parte e ir além”, afirmou. Ele também ressaltou que o plenário vem adiantando suas atividades para permitir que os conselheiros acompanhem outros projetos estruturantes da instituição.

O conselheiro Antonio Joaquim, ouvidor-geral do TCE-MT, afirmou que a credibilidade do órgão — responsável por iniciativas como as Mesas Técnicas, o GeoObras e o programa Ouvidoria para Todos — exige protagonismo no enfrentamento das desigualdades.
“O Tribunal precisa liderar caminhos e propor políticas públicas que diminuam a desigualdade, especialmente no interior do estado”, defendeu.

O conselheiro Valter Albano alertou para a situação dos pequenos municípios:
“Temos cidades que estão morrendo por falta de estratégia de desenvolvimento. O Tribunal precisa ser aliado do pequeno, porque ele não pode desaparecer.”

Plano 2026/2027: fiscalização mais qualificada e inovação tecnológica

O documento prevê ações como:

  • Atualização dos relatórios das contas de governo;
  • Retomada das contas de gestão das prefeituras;
  • Modernização de análises das câmaras, RPPS e consórcios;
  • Adoção de metodologias baseadas em risco, com ranqueamento de licitações por criticidade;
  • Ampliação do uso de ferramentas tecnológicas, como o Platão, sistema de inteligência artificial lançado em 2024.

A secretária-geral de Controle Externo, Patrícia Leite Lozich, destacou que o foco para 2026 é um Tribunal atuante, rápido e presente.
“A ideia é intensificar inspeções in loco, visitas a municípios e avaliações de políticas públicas, verificando não só a legalidade, mas também a qualidade dos serviços entregues à população.”

Ela reforçou que o objetivo maior é induzir a melhoria da gestão pública:
“No fim das contas, queremos que a escola funcione, o posto de saúde funcione e que os gestores tenham suas contas aprovadas.”

A presidente da Audipe, Simony Jin, afirmou que a visão a longo prazo mantém o nível de excelência das auditorias e garante resultados mais eficazes.
“A população pode esperar um Tribunal cada vez mais forte e atuante, promovendo políticas públicas que gerem transformações reais.”

O procurador-geral do MPC, Alisson Alencar, também apoiou o plano:
“Estamos definindo temas prioritários para o estado. Para mantermos protagonismo e eficiência, precisamos ter clareza de nossas pautas — e essa reunião cumpriu esse papel.”

Com o novo plano, o TCE-MT projeta um ciclo de maior presença territorial, modernização das ferramentas de controle e foco no combate às desigualdades regionais.

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